Estudo: Radiações de telemóvel podem combater e reverter a DA
Notícia publicada ontem no jornal PÚBLICO:
O trabalho da equipa do centro de investigação de Doença de Alzheimer da Florida envolveu 96 ratinhos que foram expostos às ondas electromagnéticas de alta frequência de telemóvel durante nove meses. As sessões de uma hora de exposição, duas vezes por dia, implicaram a criação de um cenário de radiação comparável com o que acontece num ouvido de uma pessoa. (…)
Da experiência resultou a primeira demonstração que uma exposição a longo prazo às radiações de um telemóvel pode proteger contra a doença de Alzheimer e até revertê-la. “Surpreendeu-nos que a exposição ao telemóvel, quando iniciada na idade adulta, protege a memória dos ratinhos que estavam destinados a desenvolver a doença de Alzheimer”, realça Gary Arendash, o principal autor do artigo publicado na edição de Janeiro do “Journal of Alzheimer´s Disease”. “Foi ainda mais surpreendente perceber que as ondas electromagnéticas dos telemóveis conseguiam mesmo reverter os danos na memória causados pela doença de Alzheimer em ratinhos velhos”.
No sítio do Journal of Alzheimer’s Disease há um comunicado à imprensa que desenvolve este assunto. O estudo em causa será publicado no volume 19, número 1 deste jornal. O resumo do artigo é o seguinte:
Gary W. Arendash, Juan Sanchez-Ramos, Takashi Mori, Malgorzata Mamcarz, Xiaoyang Lin, Melissa Runfeldt, Li Wang, Guixin Zhang, Vasyl Sava, Jun Tan, Chuanhai Cao
Electromagnetic Field Treatment Protects Against and Reverses Cognitive Impairment in Alzheimer’s Disease MiceAbstract: Despite numerous studies, there is no definitive evidence that high-frequency electromagnetic field (EMF) exposure is a risk to human health. To the contrary, this report presents the first evidence that long-term EMF exposure directly associated with cell phone use (918 MHz; 250 mW/kg) provides cognitive benefits. Both cognitive-protective and cognitive-enhancing effects of EMF exposure were discovered for both normal mice and transgenic mice destined to develop Alzheimer’s-like cognitive impairment. The cognitive interference task utilized in this study was designed from, and measure-for-measure analogous to, a human cognitive interference task. In Alzheimer’s disease mice, long-term EMF exposure reduced brain amyloid-? (A?) deposition through A? anti-aggregation actions and increased brain temperature during exposure periods. Several inter-related mechanisms of EMF action are proposed, including increased A? clearance from the brains of Alzheimer’s disease mice, increased neuronal activity, and increased cerebral blood flow. Although caution should be taken in extrapolating these mouse studies to humans, we conclude that EMF exposure may represent a non-invasive, non-pharmacologic therapeutic against Alzheimer’s disease and an effective memory-enhancing approach in general.